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O pescadopaulista

São Paulo é potência de peixe. A maioria dos paulistas não sabe disso — e é exatamente esse o problema.

Zé do Peixe, candidato a deputado estadual por São Paulo, de camisa e boné amarelos, com os polegares levantados.

Deputado Estadual

55007

Zé do Peixe

PSD · São Paulo

Equipe distribuindo peixe a moradores, direto da caçamba de uma caminhonete, em um condomínio.
Voluntário de camisa amarela entrega um saco de peixe durante ação de distribuição.
Descarregamento de pescado em caminhão frigorífico, com trabalhadores do setor.
Trabalhadores do pescado durante o carregamento de um caminhão frigorífico.
Cestas básicas preparadas para entrega em ação com a comunidade de Heliópolis.
Zé do Peixe de camisa e boné amarelos, diante de um viveiro de piscicultura no interior de São Paulo.

2º

maior produtor de tilápia do Brasil

93,7 mil t

produzidas em São Paulo em 2025

+54%

de alta em um único ano

645

municípios paulistas — o peixe passa por quase todos

Fontes: Peixe BR — Anuário Brasileiro da Piscicultura e Governo do Estado de São Paulo (2025).

O retrato

Dois setores, um só abandono

Quando alguém fala em pescado, a imagem que vem à cabeça é o mar. Mas a maior parte do peixe que o paulista come hoje nasce em tanque, no interior do estado. São duas realidades muito diferentes — e as duas sofrem do mesmo problema: falta de quem fale por elas.

A piscicultura do interior

São Paulo produziu 93,7 mil toneladas de tilápia em 2025, um salto de 54% em um ano, que colocou o estado como segundo maior produtor do país. Por trás desse número há milhares de pequenos e médios produtores, quase sempre familiares, tocando tanques em cidades onde essa é uma das principais atividades econômicas.

A pesca do litoral

Do Litoral Norte ao Vale do Ribeira, comunidades vivem de pesca artesanal e industrial há gerações. Enfrentam mar, custo de combustível, regras que mudam e concorrência de produto sem origem. Muitas dessas famílias nunca tiveram um representante que conhecesse o ofício.

A indústria e a distribuição

Entre o produtor e o prato existe uma cadeia inteira: entreposto, frigorífico, câmara fria, transporte, box de mercado, peixaria e feira. É onde está a maior parte dos empregos formais do setor — e é a parte que menos aparece em qualquer debate público.

O CEAGESP — o coração do abastecimento

O Entreposto de Pescados de São Paulo, dentro do CEAGESP, é o maior mercado atacadista de pescado da América do Sul: mais de 40 mil toneladas por ano e cerca de 100 espécies, entre água salgada e água doce. É por ali que passa boa parte do peixe que chega à mesa do paulista — e é ali que Zé do Peixe trabalha há mais de 15 anos.

Onde o peixe é produzido

O mapa do pescado em São Paulo

A produção paulista está espalhada, e isso é parte da força do setor: não depende de uma região só. Também é parte da fraqueza política — gente espalhada tem menos voz.

Polos de piscicultura

Municípios de destaque em área de viveiros e número de tanques no estado, concentrados principalmente na porção leste e nas regiões de represa.

Municípios pesqueiros do litoral

Cidades onde a pesca profissional é atividade econômica e cultural, da Baixada Santista ao Litoral Norte e ao Vale do Ribeira.

O nó

Por que o setor cresce e mesmo assim sofre

Produzir ficou mais fácil. Regularizar, não.

A tecnologia avançou, a demanda por peixe cresceu e a produção respondeu. Mas a estrutura pública que licencia, fiscaliza e apoia não acompanhou. O resultado é um setor que cresce empurrando a burocracia com o corpo.

O crédito não foi feito para o peixe

As linhas de fomento foram desenhadas para a lavoura e para a pecuária. O ciclo do peixe, a garantia que o piscicultor tem a oferecer e o risco da atividade são outros — e isso deixa muita gente fora do financiamento.

Falta dado, falta voz

Sem retrato preciso de quantos produtores existem, onde estão e do que precisam, o setor entra em qualquer discussão de orçamento em desvantagem. Política pública se faz com número — e o pescado paulista ainda não tem o seu.

Você trabalha com pescado em São Paulo?

Produtor, pescador, feirante, distribuidor, dono de peixaria, motorista de câmara fria: conte o que trava o seu trabalho. É assim que essa página deixa de ser um texto e vira um projeto de lei.

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Fontes

De onde vêm os números desta página

  • Peixe BR — Anuário Brasileiro da Piscicultura, dados de produção de tilápia por estado (2025).
  • Governo do Estado de São Paulo — divulgação sobre o crescimento da produção paulista de tilápia (2025).
  • Instituto de Economia Agrícola (IEA/APTA) e Instituto de Pesca de São Paulo — dados de área de viveiros e tanques por município.
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